terça-feira, 15 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
O BEM DO BEM

LUIZ MARTINS DA SILVA
Do jeito que a vida gosta,
Nem sempre gostamos nós,
Mas nós gostamos da vida,
Mesmo desatando nós.
Do jeito que quer a vida
É sina por se cumprir,
Mas a própria vida ensina
Só vai quem sabe aonde ir.
De nada a rosa dos ventos
Vale se não se tem o Norte;
Muda o rumo fica a sorte,
Talismã de marinheiro.
A vida parece o tempo
E o tempo perece a vida,
Mas aparências enganam
Sobre o tamanho da lida.
Uns, chegam e já vão embora,
Mal a infância acordou.
Outros, a rosa murcham
De tanto que demorou.
Mas a semente é a mesma
E a colheita também.
E como a safra é sortida
Quando se quer muito e bem.
Querer bem são só três letras,
Mas duplo sentido a palavra:
Escrever o bem com minúscula
É só o lado chão da parábola.
Querer o Bem com maiúscula
É amar no incondicional;
É o que importa mesmo quando
Chuva pouca e frio igual.
Um dia na vida a mais,
Ou mais um ano na vida,
O lado que diminui
Perdura para onde vai.
O lado que o vento sopra
No catavento é o outro.
É só uma questão de medida,
Medir-se a vida nas horas.
Vida e sorte, dois ponteiros,
Visível é só o que gira;
O visível ao olho atento
Mostra o relógio por dentro.
Bem sabe o Senhor do tempo,
Quando nos sonha e acalanta,
Que o que parece partícula
É o bem que o Bem empresta.
Há que se prestar atenção,
Quando o tempo vira Signo,
Quando menos, Sim é Não;
Quando mais, pão é o trigo.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
EUTIMIA

"O objeto de tuas aspirações é, aliás, uma grande e enorme coisa, e bem próximo de ser divina, pois que é a ausência da inquietação". Sêneca
São seis horas, a tarde entrega o bastão à noite
e o homem sobre a corda segura a barra de ferro.
A corda balança entre os dois prédios e o rush soletra sua agonia.
Massa de homens e carros sob seus pés.
O prato direito da barra pende levemente
e o equilibrista oscila ao vento.
O verbo é serenar.
Conjugue-o ou todos os ímpetos selvagens
que estão entre o acordar e o sono se reerguerão.
As garras do tigre arranharão as costas ,os dentes do cão abocanharão as pernas,
a asa da ave fará cócegas na orelha.
A pulga do gato?
Está ali do lado direito do umbigo
e gritará sua presença escandalosamente.
Serenai.
L.A
domingo, 23 de agosto de 2009
PEQUENOS DEUSES
Às vezes, acordo no meio da noite e vou à varanda.
Posso ver o vulto do porteiro tentando equilibrar o sono sobre a
cadeira
cadeira
Enquanto olha a rua e os bancos vazios da praça.
Pergunto , então, porque a vida lhe fez sentinela
enquanto dormimos.
Do outro lado da cidade, uma mulher acorda com o choro de
criança
criança
e olha o travesseiro vazio ao lado.
Posso ouvir o choro e ver os cabelos revoltos da mulher.
Um carro chega e ele abre o portão de ferro.
Volta ao silêncio da madrugada depois das rodas do carro.
A mudez da noite senta-se ao lado do homem.
Da varanda observo o balanço que retoma em frente a mesa.
Nós não merecemos o sono que ele empurra quando estica os olhos
e lembra-se que não há dinheiro para a conta de luz que tem no
bolso da camisa.
Nós não merecemos esta ausência de amante e pai do outro lado da
cidade.
cidade.
O que fez para merecer um destino desbotado e triste
de ser porteiro noturno de um prédio em Águas Claras?
O que fiz para perder o sono ?
O que fez o cão que passa sujo e faminto no meio da rua diante da
varanda?
varanda?
O que faço da minha incapacidade de presenteá-lo com esta
repentina insônia.
repentina insônia.
Acho que vou lá embaixo dar um banho no cão.
Luisa Ataide
RETINA
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
CREIO VER
Luiz Martins SilvaCreio ter chegado àquele ponto,
Em que Narciso ainda se confronta com o poço
Mas a imagem já não o hipnotiza
Na proporção em que se distanciam
Em diferença o que são espírito e rosto.
Creio que algo de mim já se transfere
Para o tal reverso das fases e esferas
E que por mais que uma a outra não vejam,
Em parte invejo o desconhecido que me espera
E que de mim já é o avesso que se avança.
Creio que é tão somente do ego a contraface
Da luz que não afago, mas já se pronuncia
E ainda bem que a estrada até se fez bem longa,
Pois, a qualquer minuto, a qualquer dia,
Passo de vez para a outra face do espelho.
Creio, meu Narciso, tens boas memórias,
Mas para o tempo adiante pouco viste,
Tão absorto estiveste no limite da moldura,
A te contemplar apenas pelo que estava verso
Mas pouco evidente do universo, firmamento afora.
Ah! Que futuro, tão brilhante!
Sonho na esperança o imenso Sol que me irradia!
Mas na incerteza dos que na fé, mas em cegueira,
Temem, mas enfrentam, novos oceanos,
À medida que se vai longe o cais da proa.quarta-feira, 19 de agosto de 2009
FERREIRA POETA GULLAR
sábado, 15 de agosto de 2009
SER CRIATIVO
Cotidiano, Óleo sobre tela,- Luísa Ataide
A criatividade é um ato mental e antes de tudo um simples ato de prestar atenção. É olhar e ver radiograficamente o que nos cerca. É ouvir o que o subconsciente nos murmura ao ouvido, é captar a imagem da tela mental. A percepção visual, tátil e auditiva vão além do que nos mostram os sentidos. Todos nós nascemos munidos desta capacidade de ser criativos, apenas nos acumulamos de tarefas estafantes e concluímos não haver tempo para exercícios sensoriais como estes de “prestar atenção”. Presta atenção o pintor ao iniciar a tela, o escritor ao construir a narrativa, e assim também faz o compositor quando faz nascer do instrumento a melodia. Somos criativos quando encontramos soluções para pequenos problemas ou para grandes desafios. É criativo o aluno quando encontra fora da sequência padronizada a solução para um problema de Matemática. Cada ser humano tem uma oficina de criatividade escondida em algum lugar do cérebro, basta achar a chave e colocá-la em funcionamento. Grandes artistas são homens comuns que encontraram a chave do ato mental de observar. Antes de tudo é necessário desarmar a alma para alcançar o objeto a ser criado. È levar este objeto para passear, é dar-lhe movimento, torná-lo elástico em cor e tamanho. É buscar a sonoridade deste objeto. É o exercício de imaginar. Imagine então, que te seja determinado visualizar uma sala. Observe e sinta a sala. Retire mentalmente da sala uma cadeira. Traga-a para a parede externa, movimente-a, coloque-a no teto da casa. Duplique-a, estique-a. Pinte. Desenhe mentalmente a casa, a sala e as cadeiras sobre o telhado. Mostre a imagem por ângulos ousados. A dança do imaginário cria formas e caminhos infindos. A criatividade mantém o cérebro ativo.
Criativo, indagarão alguns, não são também as pessoas que criam estratégias de guerra, instrumentos bélicos de destruição e coisas semelhantes? A criatividade , como o tudo que existe, tem seu lado escuro, porque também é um ato de escolha. Que nós possamos usá-la, para conquistas em nossas vidas, para melhorar o mundo a nossa volta e acima de tudo para acelerar o crescimento espiritual do planeta.
L. A.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
30 DICAS PARA ESCREVER BEM

1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.
5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??...então valeu!
9. Palavras de baixo calão, p#rr*, podem transformar o seu texto numa m&*d#.
10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva.A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem ideias próprias".
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!
25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
27. Seja incisivo e coerente, ou não.
28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.
29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo! ...nada de mandar esse trem...vixi..entendeu bichinho?
30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá aguentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.
2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.
5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??...então valeu!
9. Palavras de baixo calão, p#rr*, podem transformar o seu texto numa m&*d#.
10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva.A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem ideias próprias".
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!
25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
27. Seja incisivo e coerente, ou não.
28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.
29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo! ...nada de mandar esse trem...vixi..entendeu bichinho?
30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá aguentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.
Gentilmente enviado por Osmar Aguiar
terça-feira, 11 de agosto de 2009
CONVITE: SCORTECCI EDITORA
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
ESCREVA A SUA HISTÓRIA
Texto de Pedro Bial
Escreva a sua história na areia da praia
Para que as ondas a levem através dos 7 mares
Ate tornar-se lenda na boca de estrelas cadentes.
Conte a sua história ao vento
Cante aos mares para os muitos marujos
Cujos olhos são faróis sujos e sem brilho.
Escreva no asfalto com sangue
Grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na
Manha seguinte pelos garis.
Abra o peito em direção dos canhões
Suba nos tanques de Pequim
Derrube os muros de Berlim
Destrua as cátedras de Paris.
Defenda a sua palavra
A vida nao vale nada se você nao tem uma boa história pra contar.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O AR e O SONHO

Ao amigo Milovan
Nós, Homens comuns feitos de sonhos e segredos
Moldados em água e barro , perguntamos:
Por quem sopram os ventos e trilham os rios?
Por quem clareia a aurora e cintilam as estrelas?
Pelos que as apontam em noite escura
Por todos que com coragem entregam a cara à brisa.
Foi o sopro no momento da criação que nos abriu os sentidos
e nos entregou o sonho
Que nos faz ver jardins em pacotes de sementes
Que nos move os dias.
Nós, Homens comuns, temos asas
Mas asas não fazem pássaros
Morcegos as possuem.
É a coragem dos voos sobre mares e rotas imprecisas.
É certo que os dias nos retornam aos pés, tão iguais e enfileirados
Um após o outro...
Ao tédio dos dias iguais
Abra os braços e
Vai.
Luísa Ataíde
sexta-feira, 24 de julho de 2009
ÂNSIAS E CIOS

LUIZ MARTINS DA SILVA
I
Na poeira de junho,
Drámatico Recado
Escrito a dedo:
“Lave-me!”
II
Ao fim de julho,
Frias madrugadas,
Varrendo calçadas
Enxurradas de folhas.
III
Final de agosto,
Cerrado em brasa.
A névoa seca
Embroma o lago.
IV
Setembro encerra
Engorda de nuvens.
Recomeçam as vendas
De guarda-chuvas.
V
Outubro ensaia,
Goteira abaixo,
Futuro oceano
Do meu riacho.
VI
Novembro confunde
(Caprichos do tempo)
Garoas de açúcar
Com tardes douradas.
VII
Dezembro ostenta
A neve importada.
As vitrinas refletem
As pistas molhadas.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
ABISMO
Ana Carolina e Jorge Vercilo Bem daqui onde estou já não dá pra voltar
Nas alturas do amor onde você chegar
Lá eu vou
E o que mais a fazera não ser me entregar
a não ser não temer
O abismo em seu olhar
Ou é mar?
O seu olhar...
Não há precipícios na vertigem do amor
Só descobre isso quem se jogou
Não sou eu que me faço voar, o amor é que me voa
E atravessa o vazio entre nós pra te dar a mão
Não sou eu que me faço voar o alto é que me voa
Meu amor é um passo de fé no abismo em seu olhar Ah,
No seu olhar,
Me vejo andar o ar
Lá no abismo lindo no seu olhar.
IN FINDO

O carro parou em frente a casa e deixou sobre a calçada o pequeno aquário. O menino abriu a porta e caminhou para calçada. Segurou entre as mãos o vidro redondo: o peixinho ia e vinha sem pressa. O menino encostou o rosto na água e o peixe viu um par de bochechas grandes e dois olhos cor de mar procurando-o. O peixe sentiu encanto e medo . A cor que ele via morava em algum lugar , mas de onde conhecia a cor? O menino segurava com as duas mãos o aquário e caminhava a passos pequenos para a entrada da casa. Sentou-se nos degraus da entrada e continuou olhando o peixe que deslizava a calda amarela nas paredes de vidro. O peixinho encostou-se a parede e viu o oceano ao seu redor. As ondas corriam lentamente em volta dele e sentiu o cheiro e o gosto salgado da água . Os barcos ao longe tinham parte da vela dobrada e o sol estendia-se sobre os barcos e escorria pelo céu iluminando o dia. O menino olhou o reflexo nos pequeninos olhos do peixe e viu um campo verde e calmo. O vento tombava o capim e o sopro era como canto , de uma felicidade audível apenas para ele . Agora eles corriam e riam. Eram amigos novamente frente a frente. O menino prendia a respiração com medo de assustar o peixe que apenas via o imenso oceano dos olhos do menino. Por breve instantes ou talvez para sempre estavam diante um do outro. Deus pintava a tarde de uma cor desconhecida, enfeitava o vento com uma sinfonia perfeita e dava sabor e tato as cores das flores. Deus misturava o que era mensurável e fluídico.
L.A
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