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sábado, 3 de outubro de 2009

A bicorporeidade de Santo Antônio de Pádua

Santo Antônio de Pádua, o nosso santo "casamenteiro"
( 1195 -1231)
Das extraordinariedades medíúnicas, a bicorporeidade é uma das mais fascinantes. Traduz-se na possibilidade de uma pessoa estar em dois lugares ao mesmo tempo. Relata-nos a biografia de Santo Antônio de Pádua que o santo franciscano português em determinada época ministrando missa em Pádua , na Itália , em certo momento , interrompe o sermão e torna-se completamente imóvel. O frei neste momento, entra em estado de êxtase , bicorpora-se e aparece no Tribunal em Lisboa, Portugal, aonde seu pai estava sendo julgado por crime de homicídio. Homem dotado de excelente capacidade oratória conseguiu provar a inocência do pai e sua absolvição.

A segunda matéria corporal embora visível e tangível é na verdade parte da alma e também do perispírito da pessoa que se bicorpora. Não há divisão da alma, mas tão somente como se esta de forma elástica se expandisse para todas as direções. Parte deste segmento expandido forma o segundo corpo, visto em outro local. Apenas o primeiro corpo é real , o segundo é apenas aparente.
Entre o corpo e o espírito, encontramos o períspirito que é um envoltório da alma. A alma por sua vez , traduz-se em ser o espírito de uma pessoa em vida. Cessada a vida a alma denomina-se então espírito. A capacidade de bicorporação é uma faculdade mediúnica de uma pessoa, considerada das mais raras e geralmente o fenômeno acontece em situações de extrema necessidade e a pessoa que a possui, dotada de elevada moral, não a utiliza de forma leviana.
L. A

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

NÃO É TODO DIA




Luiz Martins da Silva


Que alguma coisa desce do firmamento
Para se clicar feito faíscas de flertes.

Que um epifenômeno em redemoinho
Vem dissolver madeixas em vento.

Que o tão simples bom-dia no elevador
Materializa tão somente o pretexto do por favor...

Que alguma atenção extra converte o instante
Naquele da criança esquecer febre e quebranto.

De lamentarmos não ter câmera,
justo o momento,
De registrarmos o tão prosaico incidente.

Que percebemos que em todo dia
Há algo até mais real do que na fotografia

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

VITRAIS - em reconstrução

BARX

Levei André para conhecer o mar. Batia as mãos na água e molhou-me o rosto. As aves iniciavam lentamente o voo. Luci, sabíamos, retornaria em pouco tempo. O menino encostou o rosto no líquido salgado e não gostou do sabor.
Da praia, podia ver Arpy na varanda da casa entre pincéis e madeiras. As mulheres separavam as fibras sobre os teares , os meninos corriam. Uma ave deslizou raso sobre a água e passou entre nós.
Luísa Ataíde
( Memórias de Sara M. - Do conto: Barx, escrito em 1976, prêmio revista Tema, outubro 1980. Recebi , de volta, o manuscrito do conto este final de semana. Agradecimentos à Rosalina Jacintho)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009


Os olhos dos outros são prisões, seus pensamentos nossas celas.
Virgínia Woolf

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O ESTRANGEIRO




Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo o entendimento.
Clarice Lispector


Sempre que anoitecia o homem sentava-se à mureta e observava. Olhava as pessoas  e a pressa que elas tinham. Morava sozinho na última casa da rua e achava a noite grande e o silêncio que ela emitia parecia jogar-se em direção a ele. Por isso e tão somente saía à noite. As paredes , em demasia , arrastavam pequenos sons . O homem olhava em volta: o banco, o espelho , o fogão. Todos queriam falar ao mesmo tempo e antes que tivesse que responder alguma coisa , vestia o casaco e ia. Lá fora as pessoas aceleravam em direção às portas e entravam nos prédios como galinhas de volta ao ninho, estupidamente sonâmbulas:-comandadas apenas pelo arrastar das horas. Da mureta o homem observava. Olhava os próprios pés e mãos e certificava-se que eram  ainda prolongamentos do corpo. Melhor são as flores, pensava. Ele trabalhava no jardim de um grande prédio no centro da cidade , cuidava do lago e erguia os canteiros. Conversava com as plantas , horas a fio , e elas respondiam num trocar de idéias sem fim. As pessoas olhavam o homem murmurando e quase todas riam. Nunca entendia o riso e ,às vezes, arriscava-se perguntar o que estava acontecendo Recebia o silêncio. Sendo assim não lhe restava nada mais que a companhia das plantas. Era um jardineiro plenamente feliz com seu ofício. Na hora do almoço, entrava na biblioteca do prédio e folheava os livros de Botânica Olhava as fotografias e perdia-se no labirinto de flores multicores e nomes indecifráveis. Em casa, à noite, as paredes tentavam conversar porque sabiam que ele dominava idiomas raros.

Sempre que amanhecia ele pulava da cama e em poucos minutos estava na rua. Antes de fechar a porta olhava as paredes da sala e não negava-lhes resposta ao aceno de: -Tenha um bom dia!
Quando chegava ao trabalho , cumprimentava o porteiro que nunca respondia. O homem olhava mais uma vez as mãos e os pés para ter certeza que ainda eram seus. Sua invisibilidade o angustiava e esforçava- se por um "Bom dia" mais sonoro: inútil . Retornava, então, às flores.

Sempre que anoitecia sentava-se na mureta da rua e observava. Observava os outros homens que não conhecia e os que caminhavam , lá do começo da rua. Não sabia seus nomes nem suas histórias. Todos eram estranhos entre si. Temiam-se quando distraidamente tocavam-se e guardavam as mãos dentro dos bolsos. Com o passar do tempo como as pessoas não lhe dirigiam a palavra , restava-lhe apenas decifrar a a linguagem das folhas e flores . Respondia às indagações das paredes e com o tempo de todos os objetos da casa. O orgulho dos homens, pensava, é como a imobilidade das pedras: inútil e grande.

Havia as cores das flores: o burburinho que elas faziam quando ele chegava pela manhã e a cantoria de despedida no fim da tarde. Dizia adeus às pedras, devolvia-lhes o aceno.
_Vem trabalhar amanhã? Soou o grito perto do muro. Era uma borboleta pousada sobre o portão de saída.
_ Não entendi  o que você falou, mas amanhã prometo que conversaremos ! Despediu sorrindo.
Desceu os degraus e caminhou em direção ao ônibus no final da rua. Misturou-se a multidão feita de desconfiança e silêncio. O homem era só um ponto no rio de pernas descendo a avenida.
L.A

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Anassilábico




Construo os dias sobre placas de silêncio

sábado, 12 de setembro de 2009

O BEM DO BEM


LUIZ MARTINS DA SILVA


Do jeito que a vida gosta,

Nem sempre gostamos nós,

Mas nós gostamos da vida,

Mesmo desatando nós.


Do jeito que quer a vida

É sina por se cumprir,

Mas a própria vida ensina

Só vai quem sabe aonde ir.


De nada a rosa dos ventos

Vale se não se tem o Norte;

Muda o rumo fica a sorte,

Talismã de marinheiro.


A vida parece o tempo

E o tempo perece a vida,

Mas aparências enganam

Sobre o tamanho da lida.


Uns, chegam e já vão embora,

Mal a infância acordou.

Outros, a rosa murcham

De tanto que demorou.


Mas a semente é a mesma

E a colheita também.

E como a safra é sortida

Quando se quer muito e bem.


Querer bem são só três letras,

Mas duplo sentido a palavra:

Escrever o bem com minúscula

É só o lado chão da parábola.


Querer o Bem com maiúscula

É amar no incondicional;

É o que importa mesmo quando

Chuva pouca e frio igual.


Um dia na vida a mais,

Ou mais um ano na vida,

O lado que diminui

Perdura para onde vai.


O lado que o vento sopra

No catavento é o outro.

É só uma questão de medida,

Medir-se a vida nas horas.


Vida e sorte, dois ponteiros,

Visível é só o que gira;

O visível ao olho atento

Mostra o relógio por dentro.


Bem sabe o Senhor do tempo,

Quando nos sonha e acalanta,

Que o que parece partícula

É o bem que o Bem empresta.


Há que se prestar atenção,

Quando o tempo vira Signo,

Quando menos, Sim é Não;

Quando mais, pão é o trigo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

EUTIMIA


"O objeto de tuas aspirações é, aliás, uma grande e enorme coisa, e bem próximo de ser divina, pois que é a ausência da inquietação". Sêneca

São seis horas, a tarde entrega o bastão à noite

e o homem sobre a corda segura a barra de ferro.

A corda balança entre os dois prédios e o rush soletra sua agonia.

Massa de homens e carros sob seus pés.

O prato direito da barra pende levemente

e o equilibrista oscila ao vento.

O verbo é serenar.

Conjugue-o ou todos os ímpetos selvagens
que estão entre o acordar e o sono se reerguerão.

As garras do tigre arranharão as costas ,os dentes do cão abocanharão as pernas,

a asa da ave fará cócegas na orelha.

A pulga do gato?

Está ali do lado direito do umbigo
e gritará sua presença escandalosamente.
Serenai.
L.A

domingo, 23 de agosto de 2009

PEQUENOS DEUSES



Às vezes, acordo no meio da noite e vou à varanda.

Posso ver o vulto do porteiro tentando equilibrar o sono sobre a 

cadeira

Enquanto olha a rua e os bancos vazios da praça.

Pergunto , então, porque a vida lhe fez sentinela 

enquanto dormimos.

Do outro lado da cidade, uma mulher acorda com o choro de 

criança

e olha o travesseiro vazio ao lado.

Posso ouvir o choro e ver os cabelos revoltos da mulher.

Um carro chega e ele abre o portão de ferro.

Volta ao silêncio da madrugada depois das rodas do carro.

A mudez da noite senta-se ao lado do homem.

Da varanda observo o balanço que retoma em frente a mesa.

Nós não merecemos o sono que ele empurra quando estica os olhos

e lembra-se que não há dinheiro para a conta de luz que tem no 

bolso da camisa.

Nós não merecemos esta ausência de amante e pai do outro lado da 

cidade.

O que fez para merecer um destino desbotado e triste

de ser porteiro noturno de um prédio em Águas Claras?

O que fiz para perder o sono ?

O que fez o cão que passa sujo e faminto no meio da rua diante da 

varanda?

O que faço da minha incapacidade de presenteá-lo com esta 

repentina insônia.

Acho que vou lá embaixo dar um banho no cão.

Luisa Ataide

RETINA

Imagem- Devianart

A realidade é apenas uma fotografia em movimento.
É a mobilidade do que pensamos
Pensar é pura liberdade.
Não vivo apenas o filme que ganha movimento toda manhã
Correto, linear e curto.
Trago um bilhete dobrado sob a blusa.
Destino: Atrás, muito atrás do Pensamento .
L.A

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

CREIO VER

Luiz Martins Silva

Creio ter chegado àquele ponto,
Em que Narciso ainda se confronta com o poço
Mas a imagem já não o hipnotiza
Na proporção em que se distanciam
Em diferença o que são espírito e rosto.

Creio que algo de mim já se transfere
Para o tal reverso das fases e esferas
E que por mais que uma a outra não vejam,
Em parte invejo o desconhecido que me espera
E que de mim já é o avesso que se avança.

Creio que é tão somente do ego a contraface
Da luz que não afago, mas já se pronuncia
E ainda bem que a estrada até se fez bem longa,
Pois, a qualquer minuto, a qualquer dia,
Passo de vez para a outra face do espelho.

Creio, meu Narciso, tens boas memórias,
Mas para o tempo adiante pouco viste,
Tão absorto estiveste no limite da moldura,
A te contemplar apenas pelo que estava verso
Mas pouco evidente do universo, firmamento afora.

Ah! Que futuro, tão brilhante!
Sonho na esperança o imenso Sol que me irradia!
Mas na incerteza dos que na fé, mas em cegueira,
Temem, mas enfrentam, novos oceanos,
À medida que se vai longe o cais da proa.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

FERREIRA POETA GULLAR



Aqui me tenho


Como não me
conheço


nem me quis


sem começo

nem fim


aqui me tenho
sem mim


nada lembro,
nem sei

à luz presente sou

apenas um bicho transparente.
UM INSTANTE

sábado, 15 de agosto de 2009

SER CRIATIVO



Cotidiano, Óleo sobre tela,- Luísa Ataide

A criatividade é um ato mental e antes de tudo um simples ato de prestar atenção. É olhar e ver radiograficamente o que nos cerca. É ouvir o que o subconsciente nos murmura ao ouvido, é captar a imagem da tela mental. A percepção visual, tátil e auditiva vão além do que nos mostram os sentidos. Todos nós nascemos munidos desta capacidade de ser criativos, apenas nos acumulamos de tarefas estafantes e concluímos não haver tempo para exercícios sensoriais como estes de “prestar atenção”. Presta atenção o pintor ao iniciar a tela, o escritor ao construir a narrativa, e assim também faz o compositor quando faz nascer do instrumento a melodia. Somos criativos quando encontramos soluções para pequenos problemas ou para grandes desafios. É criativo o aluno quando encontra fora da sequência padronizada a solução para um problema de Matemática. Cada ser humano tem uma oficina de criatividade escondida em algum lugar do cérebro, basta achar a chave e colocá-la em funcionamento. Grandes artistas são homens comuns que encontraram a chave do ato mental de observar. Antes de tudo é necessário desarmar a alma para alcançar o objeto a ser criado. È levar este objeto para passear, é dar-lhe movimento, torná-lo elástico em cor e tamanho. É buscar a sonoridade deste objeto. É o exercício de imaginar. Imagine então, que te seja determinado visualizar uma sala. Observe e sinta a sala. Retire mentalmente da sala uma cadeira. Traga-a para a parede externa, movimente-a, coloque-a no teto da casa. Duplique-a, estique-a. Pinte. Desenhe mentalmente a casa, a sala e as cadeiras sobre o telhado. Mostre a imagem por ângulos ousados. A dança do imaginário cria formas e caminhos infindos. A criatividade mantém o cérebro ativo.
Criativo, indagarão alguns, não são também as pessoas que criam estratégias de guerra, instrumentos bélicos de destruição e coisas semelhantes? A criatividade , como o tudo que existe, tem seu lado escuro, porque também é um ato de escolha. Que nós possamos usá-la, para conquistas em nossas vidas, para melhorar o mundo a nossa volta e acima de tudo para acelerar o crescimento espiritual do planeta.

L. A.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

30 DICAS PARA ESCREVER BEM



1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.

2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??...então valeu!

9. Palavras de baixo calão, p#rr*, podem transformar o seu texto numa m&*d#.

10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.

11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva.A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem ideias próprias".

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.


24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!

25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.

29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo! ...nada de mandar esse trem...vixi..entendeu bichinho?

30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá aguentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.


Gentilmente enviado por Osmar Aguiar

terça-feira, 11 de agosto de 2009

CONVITE: SCORTECCI EDITORA

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PROJETO LITERÁRIO DELICATTA IV

POESIA CONTOS E CRÔNICAS
Coordenação : LUÍZA MOREIRA
Coquetel de Lançamento:

Data: 20/11/2009- Itaú Cultural- Av. Paulista, São Paulo
21/11/2009- Livraria Cultura: 16h ás 19 hs :
Por Brasília: Keila Abreu, Luísa Ataíde, Fernando Natal , Izabella Angoti, Klaus Marcus Paranayba e
Valdir Sodré.