dire

dire

terça-feira, 24 de agosto de 2010

NÓS



GEORGE CARLIN

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar,mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros
acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas". Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

Gentilmente enviado por Edvirgens Gomes.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

DE TUDO O QUE É DE TODOS


LUIS MARTINS DA SILVA

Para os meus (mais mestres que alunos)



Por algum puro desígnio já vim nu ao mundo,
E cada uma das posses me foi dizendo não.
Mas fiz ao longo de uma vida vasto latifúndio,
Que foi expandir cada vez mais meu coração.


Não que não me desse conta bem do quanto
De ilusões em quimeras no caminho aparecendo,
Mas todas, com o tempo, foram se despindo,
Pois nada do que se é dono veste o ser humano.


Hoje, por não ter nada, de tudo tenho com fartura:
Posso ser dono, cidadão e servo ao mesmo tempo.
Livre contemplar como pássaro a linha do horizonte.


Voar foi meu destino. E, no delírio das alturas,
Ir aos confins, até onde chegam o Céu e o Oceano,
Registrar em meu nome toda a Terra em escritura.