Constância lavou a casa e todas as roupas que nela existia. As aves
retornavam às árvores em respeitoso silêncio à fala
do rio. Esticou sobre a mesa a tela feita de resina e fibra.
A
moça olhou da janela: sobre as águas descia um chinelo de
criança. Desceu os dedos no pouco trigo que restava na lata e o
espalhou sobre a tela branca. Recolheu da gaveta os
pincéis e tocou com os dedos a tinta sobre o pires .
Constância acreditou no que dizia o ruído de fora.
O rio aos poucos não dava mais medo. O tigre, agora mergulhado em gato manso, se preparava para dormir em cinzas. O tigre mergulhou de vez em águas.
L.A

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