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domingo, 6 de agosto de 2017

"VICENT VAN GOGH"- ENTRE ASPAS


( RELEITURA - Noite Estrelada - Luisa Ataíde)




Ao se pintar noite estrelada , você  percorre o céu de ondas de Vicent. As estrelas como lua, e a quietude da cidade, Há em Gogh dia e noite, calmaria e ondas. Vindo ao mundo maior que a caixinha que lhe apresentaram, nunca conseguiu morar nela. Irreverente, lírico, e lindo. Ama-se Gogh como se ama uma noite com estrelas, como se ama os campos de trigo, como se ama os pontilhados de sua alma. Maior que tudo que o rodeava, maior que as normas, que o amor, que as convenções, maior que o risco certo, infinitamente apaixonante. Eterna admiração.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

A PALO SECO- BELCHIOR



 Pintura-  Cláudio Dickson

Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos, lhe direi:
Amigo, eu me desesperava
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 76
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente eu grito em português


Tenho vinte e cinco anos
De sonho e de sangue
E de América do Sul
Por força deste destino
Um tango argentino
Me vai bem melhor que um blues.

Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 76
E eu quero é que esse canto torto
Feito faca, corte a carne de vocês
E eu quero é que esse canto torto
Feito faca, corte a carne de vocês

sábado, 31 de dezembro de 2016

A MATRIZ DIVINA




''Existe um lugar onde todas as coisas começam, um lugar de pura energia, que simplesmente "é". Nessa incubadora quântica da realidade, todas as coisas são possíveis. Nosso sucesso pessoal, nossa abundância, a cura de nossas falhas, nossas carências e doenças, nossos maiores medos e desejos mais profundos, absolutamente tudo tem início nesse "caldo" potencial. Por meio dos construtores da realidade: fantasias, expectativas, ponderações, paixões e preces, galvanizamos cada possibilidade na existência. Ao professar as crenças sobre quem somos, o que temos e o que não temos, o que deveríamos ser e o que não deveríamos ser, insuflamos vida nas nossas maiores alegrias, mas também em nossos mais negros momentos. O princípio para dominar esse lugar de pura energia é ter o conhecimento de que ele existe, compreender seu funcionamento e usar uma linguagem que seja reconhecível. Como arquitetos da realidade, tudo fica à nossa disposição nesse local onde o mundo começa: o espaço puro da Matriz Divina.''

Gregg Braden

domingo, 25 de dezembro de 2016

NATAL SEMPRE



O cheiro e gosto de natal deveriam estar em nós todos os dias. Todos os dias deveríamos olhar o outro com olhar de doçura, sabendo que viemos da mesma fonte, deveríamos lembrar das crianças da Síria que não dormem por causa do barulho das bombas.  Deveríamos lembrar dos parentes e amigos que moram distante e desejá-los perto. Lembrar  dos que  precisam de nós todo os dias do ano, não apenas hoje. Todos os dias deveríamos lembrar do menino que nasceu pra esperança do mundo. Todos os dias deveríamos nos aproximar do outro, lembrar que natal comemora vida e que nenhum animal deveria morrer por essa festa, muito menos ir para nossa mesa. Todos os dias deveríamos sentir gratidão e nos alinhar com nossa essência e nossa alegria. Mas ainda não chegamos ao tudo  necessário. Contudo, haverá outro e outro e precisamos caminhar para todos os natais que nos esperam, mas olhando para frente e nos vendo melhor. O mundo melhor, a casa melhor, a saúde melhor, a família melhor, a conta bancária melhor, a nossa alegria melhor, a nossa paz interior melhor e o nosso crescimento melhor ainda. Estar aqui é antes de tudo aprender. É bom saber que eu e o outro somos da mesma essência e caminhamos juntos. É bom estar aqui:
-Luisa Ataide 
- Presente.

domingo, 13 de novembro de 2016

CARIDADE



Caridade é , sobretudo, amizade.
Para o faminto - é o prato de sopa.
Para o triste - é a palavra consoladora.
Para o mau - é a paciência com que nos compete auxiliá-lo
Para o desesperado - é o auxílio do coração.
Para o ignorante - é o ensino despretensioso.
Para o ingrato - é o esquecimento.
Para o enfermo - é a visita pessoal.
Para o estudante - é o concurso no aprendizado.
Para a crianca - é a proteção construtiva.
Para o velho - é o braço irmão.
Para o inimigo - é o silêncio.
Para o amigo - é o estímulo.
Para o transviado - é o entendimento.
Para o orgulhoso - é a humildade.
Para o colérico - é a calma.
Para o preguiçoso - é o trabalho.
Para o impulsivo - é a serenidade.
Para o leviano - é a tolerância.
Para o deserdado da Terra - é a expressão de carinho.
Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, por que, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Viajor

iMAGEM DO SITE-  http://www.grupofranciscodeassis.com/

domingo, 24 de julho de 2016

CIDADE DO PORTO




Há no Douro um secreto silêncio nas águas turvas 
Peixes ligeiros espelham memórias apagadas.
Enquanto o barco desliza , vejo a espuma correr nas hélices da proa.
A cidade em volta é cor e riso
A cidade resiste no calor da tarde,
Entre Vila Nova de Gaia e o Porto, festejo estar.

L.A


MANIFESTO QUÂNTICO





A mudança de paradigma nunca foi tão necessária nesta civilização atual. Todos os indicadores mostram a decadência e o extremo perigo em que se encontra a humanidade atual, correndo o risco de voltar à barbárie de algum tempo atrás. Somente uma mudança radical de visão de mundo pode salvar esta humanidade. No momento ela está num estado letárgico, como o sono da morte, antes do último suspiro. A acomodação é praticamente a norma. A zona de conforto está lotada. O entorpecimento da consciência no que diz respeito ao sofrimento de bilhões de pessoas passando fome, na miséria, doentes mental e fisicamente, em condições sub-humana de existência, o abuso de meninas sendo submetidas à mutilação genital, a exploração dos escravos, os rituais de sacrifícios humanos, a crise econômica/financeira que se aprofunda, meios de transportes que causam sofrimento, as guerras sem fim, a exploração do homem pelo homem, a banalização da tortura, a crueldade refinada, armas de destruição automatizadas em que o homem não entra mais em batalha, ele apenas aperta botões, etc. A lista não tem fim.
Tudo isso e muito mais é fruto de um paradigma materialista, cartesiano e reducionista. Esta visão de mundo em que o Todo não existe e que somente a matéria é o que importa é que trouxe esses resultados preliminares. A situação atual não é o fim do processo. É o inicio do fim, caso a humanidade não resolva reagir e mudar de consciência. A única coisa que pode reverter esse quadro é a mudança de consciência. Expandi-la para integrar o Todo na vida diária de cada um. Aceitar a Centelha Divina dentro de si e mudar toda a vida na Terra para que a civilização viva de acordo com esta verdade. Tudo terá de mudar para que a humanidade tenha futuro. Isso implica sair da zona de conforto e agir. Ler, estudar e trabalhar. Assumir a Centelha Divina que está dentro de cada um e viver de acordo com ela.
O que é a Centelha Divina? É o próprio Criador, O Todo, A Fonte, Tudo-O-Que-Existe.
E como Ele é? Ele é puro amor. Consciente, Inteligente, Onisciente, Onipotente e Onipresente. Mas, a Sua Essência é Amor Incondicional. Ele distribui amor incondicionalmente por toda a criação. Melhor seria dizer, por toda a Sua Emanação. Criação dá uma ideia de separação e isso é que levou a esta situação calamitosa em que se encontra a humanidade. A ideia de um Deus separado do homem levou a todas as guerras religiosas em Seu Nome! Porque assim é possível matar outro ser humano, já que Deus não está dentro dele. Deus derrama amor por toda a humanidade o tempo todo, caso contrário a humanidade deixaria de existir num segundo. Deus colapsa a função de onda da humanidade o tempo todo. Tudo isso pode ser falado de forma teológica. Prefiro falar de forma científica para ver se isso muda a situação atual.
Deus não pode ser entendido. Como pode a parte entender o Todo? O Todo é maior que a soma das partes. O que podemos fazer é sentir o máximo que pudermos o amor de Deus. O amor do Todo. Essa percepção do amor do Todo irá aumentar cada vez mais na medida em que aumentar a nossa capacidade de amar. Isso depende do estado da nossa consciência. Quanto mais ela expandir mais será capaz de amar incondicionalmente.
Imaginar que a solução de tudo isso acontecerá espontaneamente e sem esforço da humanidade é uma ilusão extremamente perigosa. As consequências afetarão todos sem distinção. De um jeito ou de outro, todos estão colapsando a situação atual e colherão os frutos que plantaram. A única saída é a aceitação do lado espiritual da realidade e mudar a forma com que a Terra é administrada para incorporar a nova visão de mundo. Achar que não é preciso agir para mudar isso é pura ilusão. Não acontecerá nenhum milagre para salvar a humanidade. Toda a informação que é preciso já está sendo recebida para a mudança de paradigma e o que vem acontecendo? Praticamente nada. A maioria absoluta está se remoendo e se debatendo com a consciência expandida que estão recebendo. Não sabem o que fazer com ela já que estão aferrados ao materialismo e os que têm conhecimento de espiritualidade precisam entender que é preciso agir para mudar esse estado de coisas. E a única solução é a mudança de consciência. Só isso. Que os humanos entendam que o Todo existe e vivam de acordo com a Centelha Divina, a parte do Todo dentro de si.
Continuar na zona de conforto com preocupações materiais de como melhorar as condições materiais da existência só aumentará os problemas. Lembram que onde se põe o foco aquilo aumenta? Quanto mais preocupação com um problema maior ele se tornará. Todas as questões materiais poderiam ser resolvias rapidamente se o foco das pessoas estivesse no Todo. Tudo o mais viria por acréscimo, mas isso não é entendido porque as pessoas não entendem o Todo, não sentem como Ele. Repito: O Todo não pode ser entendido, Ele tem de ser sentido.
Tudo que a Mecânica Quântica descobriu leva à comprovação da existência do Todo. Todos os experimentos mostram que a consciência permeia toda a realidade. Não há nada que não seja consciência e que não tenha consciência. Tudo é apenas uma organização de uma única consciência/energia que é tudo que existe. Esta energia se manifesta de infinitas maneiras e formas. Podendo mudar à Sua Própria Vontade. Mantém certas leis e constantes físicas para que Suas emanações possam evoluir em conhecimento e sentimento. Isso significa manter inúmeros universos e dimensões que possam acomodar os seres em evolução. Como todos os seres tem livre arbítrio eles podem polarizar a energia de forma negativa e tem de haver dimensões com seres negativos, que escolheram contrariar as intenções do Todo. É uma perda de tempo, mas eles são livres para serem assim. É evidente que tudo tem um preço e ir contra a essência do Universo traz horríveis consequências para quem age assim. É por isso que existe a eterna luta do bem contra o mal. Devido ao livre arbítrio dos seres com ego distorcido.
Todo Manifesto conclama a ação. Divulgar os experimentos da Mecânica Quântica e seu significado é a coisa mais importante que existe hoje para se fazer. Não há nada mais prioritário que isso. As consequências da visão de mundo dominante hoje podem ser vistas nos noticiários e na vida diária das pessoas. É preciso mudar essa visão de mundo imediatamente. Não se pode perder um segundo com coisas secundárias e irrelevantes. Todos os experimentos mostram que existe uma Realidade Profunda que dá origem ao universo que vivemos. Que a Física não queira estudar essa realidade é uma escolha dos físicos, mas isso não exime os humanos de pensarem por si mesmos e tirarem as conclusões. Ignorar essa Realidade Última é um erro gigantesco. A energia nunca desaparece e a consciência de cada pessoa é energia. Ela nunca desaparece e irá para dimensões de acordo com o seu conteúdo. Isso é eletromagnetismo. Não há punição. Há atração pura e simples. Todo ser vai para a dimensão que é correspondente à sua energia. Não há como escapar disto. E toda informação permanece para sempre. E todo débito tem de ser compensado com crédito. As regras que regem o universo são simples, mas os humanos resistem de todas as formas a aceitá-las. Quando se fala de Mecânica Quântica para alguém e essa pessoa nunca mais fala conosco ou se torna inimigo, o que significa isso? O que fizemos de errado mostrando como funciona o universo? Estamos falando de física! Mas, a pessoa sabe até onde o experimento chegará e não aceita o Todo. Essa é a questão pura e simples. Agora, se uma humanidade não aceita o Todo, qual o destino desta humanidade? Se alguém rejeita a própria essência que futuro pode ter? Como se classifica um doente mental? O protocolo não é classificar de acordo com a fuga da realidade que esta pessoa faz? E quanto mais longe da realidade mais doente é? Então como classificamos esta humanidade? São pouquíssimos os que estão vivendo na realidade. Os demais vivem numa Matrix que dita tudo que devem pensar, sentir, fazer, experimentar, etc. Acontece que a maioria absoluta não tem ideia do tamanho do poço sem fundo em que está afundando. Na década de 20 foi a mesma coisa até que chegou o dia em que a “bolha” estourou e começou a Grande Depressão. Quem atinou para o que estava acontecendo? Os exemplos são inúmeros. A festa continua até que percebem que o Titanic está adernando e aí é tarde. Estes exemplos são brincadeira de criança para o que estamos vivendo agora. Numa era globalizada não há lugar para fugir. Ou a humanidade dá um salto acima ou cairá na barbárie. E para dar esse salto basta admitir que o Todo existe e que o Todo é puro amor. Não esse amor humano que foi banalizado na face da terra. O amor do Todo que faz o sol nascer para todos o tempo todo, não importando o que acontece. Por isso é um Deus incompreensível para os humanos. Um Deus que ama incondicionalmente não é admissível para os humanos. E que ama eternamente e que dá infinitas chances de recomeçar e que recompensa qualquer ato bom cem vezes mais. E isso é uma metáfora! Deus não se deixa vencer em generosidade. Experimentem! Como Deus ama incondicionalmente a humanidade resolveu colocar forma humana na ideia de Deus. Nasceu assim o conceito de um deus que tem ódio, ciúmes, vingativo, etc. Um deus com todas as características humanas. Esse tipo de deus é assimilável. Pois é humano. Desta forma podem-se fazer guerras contra outros humanos que tenham deuses diferentes dos nossos. Isso foi sempre assim. Desde o inicio a humanidade acreditou em milhares de deuses diferentes, sem atentar que eram apenas seres humanos com maior capacidade tecnológica. Essa é uma longa história que não cabe aqui.
Toda a resistência que existe para que os humanos aceitem a Mecânica Quântica está baseada nesta questão. Deus. Esse é o pomo da discórdia como sempre. Esquecem que Deus é Amor e que é possível contatar com ele diretamente através da Centelha Divina que está dentro de cada um. Isso tem de ser sentido, não dá para achar isso em laboratório. Como dizem os taoistas, o Tao tem de ser vivido, não dá para explicá-lo.
Desta forma a resistência a dar o salto de consciência para sentir o amor de Deus é feroz. A mudança em nossa sociedade seria extrema, pois estamos no outro lado da moeda. Estamos numa sociedade contra Deus, contra o Todo. Parece o contrário, mas os fatos provam o contrário. Como numa sociedade que supostamente acredita em Deus podemos ter mais de 1 bilhão de pessoas passando fome, com 2 dólares por dia? A lista das mazelas humanas é infinita. Assim, fica claro para quem tem olhos porque as pessoas reagem da forma que reagem quando se fala em Mecânica Quântica. Porque é preciso mudar tudo para incorporar as descobertas feitas a mais de um século. E quando falo mudar tudo, é tudo. Tudo que existe está baseado num paradigma materialista. Leiam os livros usados nas universidades. Não há lugar neles para Deus. E isso pode durar quanto? Roma durou 700 anos, mas virou pó. Estamos com quantos anos nessa era moderna? Mais ou menos 500 anos e já chegamos ao limite. É claro, com computadores tudo é mais rápido. Porém, computadores são baseados em que física? Mecânica Quântica. Para isso ela serve. Para construir todo tipo de parafernália eletrônica, mas o significado dela tem de ser ignorado, para que tudo continue como está ou que vá de mal a pior. Quem acha que a humanidade já chegou ao fundo do poço está muito enganado. O poço é muito fundo e não precisa muito mais para se abrir.
Com certeza já estão achando que estou sendo pessimista. Pelo contrário. É por acreditar que tem solução que trabalhamos, mas esta solução tem de ser coletiva. É preciso um número mínimo de pessoas para divulgar a Mecânica Quântica, independentemente da reação das pessoas. Se fosse fácil já teria sido feito. É um desafio monumental fazer isso e essa é a graça de enfrentar a maioria.
Uma nova geração está nascendo. Algumas dessas crianças já estão aqui. A conexão dessas crianças com a verdade do Todo é tão grande que mesmo quando estiverem encarnadas e “esquecerem” de onde vieram, elas permanecerão firmes e entenderão a Mecânica Quântica. Elas mudarão o planeta. Mas, para isso é preciso que essas crianças encontrem um meio adequado para evoluírem. Elas precisam saber o que é a MQ desde crianças, desde bebês. Elas têm de ouvir falar disto, ter material a disposição para estudar e com quem conversar. Daqui a três gerações a humanidade mudou. Só que esse trabalho tem de começar agora. Temos de propiciar os meios para que elas aprendam antes de entrar nas escolas convencionais. É preciso que os pais que entenderam a MQ se disponham a passar isso para os filhos. Não importando como os filhos serão vistos pelos colegas. Essa primeira geração que está nascendo é que dará inicio à revolução quântica. Livros, DVDs e toda espécie de mídia precisa estar à disposição delas para que assimilem o conhecimento de como funciona o universo, antes da lavagem cerebral materialista. Isto é da maior urgência. Todo o apoio e suporte necessário estão sendo dados pelas instâncias superiores do universo. Cabe aos encarnados fazerem sua parte. Ninguém deve esperar que o outro faça. Cada um tem uma função e uma missão. E tudo isso tem um preço a ser pago. Quem pega no arado e olha para trás não é digno do trabalho. Muitos se comprometem a fazer o trabalho quando estão do lado espiritual, mas quando encarnam esquecem o que prometeram e perdem uma encarnação. É por isso que demora tanto para a humanidade avançar centímetros. Um século depois e não se pode falar de MQ que se perde uma amizade ou se ganha um inimigo. E isso quando cada vez mais se tem produtos no mercado usando a tecnologia da MQ. Essa dicotomia não pode durar eternamente. Não é possível usar a tecnologia e não mudar filosoficamente. Hoje se discute que nem todos podem ter a tecnologia nuclear. Pois é, essa é a questão que estamos tratando aqui. O uso da tecnologia quântica sem a aceitação do seu significa gera esse tipo de situação. Qualquer físico pode entender essa tecnologia e fazer o que quiser com ela. E quando isso fica de conhecimento de todos o que teremos como resultado? Guerras nucleares. Pois quanto tempo precisa para que muita gente tenha acesso e use? A humanidade usa o que tem na mão. Esse é o problema de usar a tecnologia sem o conhecimento espiritual que possa limitar o seu uso indevido. Não há freio espiritual, porque não há consciência do que significa o átomo. Apenas sabe-se como pode ser usado como arma, mas quem é o átomo? Então ficamos na seguinte situação: uma pessoa que tem capacidade econômica de ter celular, rádio, tv, GPS, tablets, etc. têm tudo isso e quem tem capacidade de construir um artefato nuclear também faz. Todos estão na mesma situação filosófica. É apenas uma questão de capacidade econômica financeira. Tudo isso são parafernálias eletrônicas. Brinquedinhos, uns mais caros e outros mais baratos. E os humanos gostam muito de brincar de guerra. Aquela coisa de território do cérebro reptiliano. Uma civilização dominada pelo cérebro reptiliano só pode terminar de um jeito. Na própria extinção. E não se pense que as civilizações podem cair e nascer de novo. Tudo tem um limite. Uma coisa é uma guerra de 2 mil anos atrás com espadas, lanças, etc. e outra é com conhecimento de como o átomo funciona e pode ser usado como arma. Agora não há volta. Ou se evolui ou é o fim. E quando digo que é o fim é o fim de tudo para sempre. Não pensem que dá para refazer tudo porque não dá. Há seis mil anos a Suméria apareceu pronta com toda a infraestrutura social que temos hoje. A mesma coisa. E segundo a história, apareceu do nada. Com tudo funcionando como hoje. Só a tecnologia era diferente. E acham que isso veio do nada! Essa é outra longa história. Hoje não sobraria ninguém apto a reconstruir uma civilização destruída globalmente. Só a barbárie sobraria. Quem acha o contrário é porque ainda está na visão romântica da vida! O tempo urge. É preciso começar agora a preparar o terreno para que essas crianças encontrem um terreno fértil para germinarem. Essas crianças já estão prontas. Basta olhar nos olhos de um bebê de 2 anos e se vê isso. O progresso delas não pode ser atrasado por causa dos interesses imediatistas dos pais. O compromisso com essas crianças é sagrado. Elas vieram salvar o planeta e a humanidade.
Quantas pessoas estão dispostas a dar sua vida pela evolução desta humanidade? Dar a vida pelo Todo? Sem medir o que faz, sem medir o quanto ajuda, sem medir o quanto gasta de tempo e dinheiro? Sem olhar para trás? Com quantas pessoas o Todo pode contar neste planeta? Com quantas pessoas que deixem o ego de lado e trabalhem pelo Todo sem reclamar, sem choramingar, sem lamentação, sem dar desculpas, etc.? 

O Todo está esperando a resposta de cada um. 

Hélio couto 

Direitos autorais: Copyright © Hélio Couto.



domingo, 29 de maio de 2016

A VIDA É UMA DANÇA





André Luiz, uma psicografia de Chico Xavier

          Quando uma porta se fecha, outra se abre; quando um caminho termina, outro começa... nada é estático no Universo, tudo se move sem parar e tudo se transforma sempre para melhor.
Habitue-se a pensar desta forma: tudo que chega é bom, tudo que parte também. É a dança da vida... dance-a da forma como ela se apresentar, sem apego ou resistência.
Não se apavore com as doenças... elas são despertadores, têm a missão de nos acordar. De outra forma permaneceríamos distraídos com as seduções do mundo material, esquecidos do que viemos fazer neste planeta. O Universo nos mandou aqui para coisas mais importantes do que comer, dormir, pagar contas....


Viemos para realizar o Divino em nós. Toda inércia é um desserviço à obra Divina. Há um mundo a ser transformado, seu papel é contribuir para deixa-lo melhor do que você o encontrou. Recursos para isso você tem, só falta a vontade de servir a Deus servindo aos homens.

Não diga que as pessoas são difíceis e que convivência entre seres humanos é impossível. Todos estão se esforçando para cumprir bem a missão que lhes foi confiada. Se você já anda mais firme, tenha paciência com os seus companheiros de jornada. Embora os caminhos sejam diferentes estamos todos seguindo na mesma direção, em busca da mesma luz.

E sempre que a impaciência ameaçar a sua boa vontade com o caminhar de um semelhante, faça o exercício da compaixão. Ele vai ajudá-lo a perceber que na verdade ninguém está atrapalhando o seu caminho nem querendo lhe fazer nenhum mal, está apenas tentando ser feliz, assim como você.
Quando nos colocamos no lugar do outro, algo muito mágico acontece dentro de nós: o coração se abre, a generosidade se instala dentro dele e nasce a partir daí uma enorme compreensão acerca do propósito maior da existência, que é a prática do AMOR. Quando olhamos uma pessoa com os olhos do coração, percebemos o parentesco de nossas almas.
Somos uma só energia, juntos formamos um imenso tecido de luz. Não existem as distâncias físicas. A Física Quântica já provou que é tudo uma ilusão. Estamos interligados por fios invisíveis que nos conectam ao Criador da Vida. A minha tristeza contamina o bem-estar do meu vizinho, assim como a minha alegria entusiasma alguém do outro lado do mundo. É impossível ferir alguém sem ser ferido também, lembre-se disso.
O exercício diário da compaixão faz de nós seres humanos de primeira classe."


segunda-feira, 14 de março de 2016

RIOS



                                                                        


O maior universo natural é um rio. Ele vai em frente, esconde vidas, é transparente por natureza, e é possível ouvir o seu silêncio.
                                                     
L.A.
fotografia- Josilda Leite

sábado, 23 de janeiro de 2016

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

OS MISTÉRIOS DE UDOLPHO- PEDRAZUL EDITORA (livros- os melhores presentes)




A  PEDRAZUL EDITORA lança a preciosa edição em português do Brasil, de  OS MISTÉRIOS DE UDOLPHO, em dois volumes. Falar de Ann Racliffe para mim sempre foi fascinante, a biografia da escritora tem sido  meu  alvo de pesquisa nos últimos anos. Ann é uma das personagens de fundo,  do romance em gestação.
Ainda não cheguei ao meio do primeiro volume de Os mistérios de Udolpho, a casa está revirada estou de mudança, contudo entre caixas e caixotes , sento às vezes no chão e leio um capítulo.
Sempre tenho a impressão que sei o que ela vai dizer na próxima linha. Acho que eu estava em Londres, quando a primeira edição foi publicada. Com certeza uma daquelas moçoilas sonhadoras que devoravam os primeiros escritos dela. A paixão não é de hoje.

Genial a ideia da PEDRAZUL de lançar clássicos ingleses não editados no Brasil. Eu que apenas li O ITALIANO ,uma edição portuguesa, e OS CASTELOS DE ATHLIN E DUBAYNE, este em inglês, apelando muito para o dicionário on line, achei que nunca leria  um livro da autora ( de carreirinha, como diria minha avó) estou mesmo em êxtase.  

Para quem não conhece a editora vale a pena conferir a grandiosidade de seu trabalho: 

obs: a edição é um primor, com certeza uma boa ideia de presente para o final do ano.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Entre aspas- Clarice





Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
Clarice Lispector

domingo, 2 de agosto de 2015

SOBRE A ARTE DO CONTO EM LUISA ATAIDE


«Na verdade, um escritor nunca está só.
 Na verdade, um escritor tem a divindade nos dedos ao criar pessoas, escrever estórias e decidir destinos»
     Luisa Ataíde “O Entregador de livros” (Crônica)


   Entre o sonho e a escrita há milhões de chaves de cofres entreabertos. Entre estas chaves gostaria de colocar a contista brasileira Luisa Ataíde.
     Mas as chaves procuram a fechadura de um secreto jardim. É um jardim de magnólias. A magnólia, uma flor que pode ser também o nome de uma mulher tal como acontece no conto “O Rouxinol e a Cotovia”. Eis pertinho de nós essa mulher-personagem que se transfere da alma da escritora para a folha de papel, com todo o mistério da escritora e da personagem: “Se pudesse, eu escreveria tudo que vivo num diário e depois de findo o dia, voltaria ao passado, estendida sobre uma cama com lençóis branquinhos”. Rebuscando-se e desocultando-se, há um sentido novo e inesperado neste, como o há igualmente em muitos outros dos seus contos.
     Encontramos, a cada momento, Luisa Ataíde a escrever com a singeleza e a criatividade de um princípio do mundo. Cada conto é uma história a que Luisa Ataíde transmite uma novidade, uma intensidade desconstrutora daquilo que ultrapassa a lógica. Essa mesma lógica que transborda do real. Real e aparência, lógico e irracional, verdadeiro e falso entrecruzam-se como num bailado, na escrita de Luisa Ataíde.
     Na autora de «O Cemitério de Estrelas»  ̶  um dos seus mais belos contos  ̶  a literatura é uma reconstrução a partir de ruínas. O mundo é representação de alguma coisa que não está lá, mas que nós lhe atribuímos. E a atribuição de alguma coisa mais ao mundo é transferida para a força imagética presente nos contos de Luisa Ataíde. Escreve em «O Rouxinol e a Cotovia»: “Enquanto todos dormem espero o sono que ronda o quintal lá fora”. Em «Ponte sobre Almodóvar», destacamos a frase: “Das paredes nasciam lentamente as vibrações da música”. E do conto «O Cometa Azul», não resistimos a esta metáfora: “O Menino passou naquela casa, que nem era realmente uma casa, apenas uma semana”.
     No site internético “Harmonia do mundo” têm sido publicadas muitas destas peças literárias que nós colocaríamos na linha de Clarisse Lispector ou de Fernando Pessoa. O som e a voz inaudível de Luisa Ataíde são a plenitude na escrita densa e simples desta autora nascida no Rio de Janeiro, em 1957.
     Candidata a alguns prémios literários, desde o «Prémio Rachel de Queiroz (2º Concurso Literário)», a «Anjos de Prata» e ao «Delicatta – Projecto Literário», em todos ficaria classificada em primeiro lugar. Os poucos contos publicados em livro estão esparsos por Colectâneas, mas não estão reunidos em obra de sua exclusiva autoria. Esperamos ver, em breve, a reunião de todos aqueles textos que têm estado a ser publicados apenas em site ou blogues internéticos. 
     No caótico cenário da criação primordial a autora molda cada palavra como se fosse ainda uma palavra desconhecida, esquiva e sem um destino. Tudo nela está envolto numa poeticidade de raiz. “As lembranças estavam se tornando branquinhas como areia entre os dedos e distante como um canto de infância”, escreve Luisa Ataíde em «O Poço dos Desejos». Em «Os Girassóis Azuis», avança: “A parede da sala de jantar é de vidro e pode-se ver o vento balançando as pétalas grandes”. No conto «A Caixa», diz a certo passo: “Tentou olhar o planeta mais de perto e olhou o endereço entre os dedos”. Transcrevemos ainda uma PASSAGEM de «Quartos Crescentes»: “O relógio sobre a mesa insiste em dar voltas em torno das três horas”.
     A surrealidade é uma marca do conto de Luisa Ataíde, mas essa surrealidade assume uma inegável importância porque imbuída de uma candura inexplicável a tocar aquilo que há de mais belo na natureza humana.
     Podíamos multiplicar os exemplos da riqueza metafórica e do esplendor artístico do conto surrealista de Luisa Ataíde. Cada conto de Luisa Ataíde é uma obra de arte. As palavras surreais, adivinhando-se nas significações e nos sentidos, tocam o céu com o toque do realismo naturalista presente num humano a transcender-se na imaginação da construção literária.
     Os jogos das palavras articulam-se com os jogos das ideias e estes emaranham-se nos jogos das significações que se enovelam, por sua vez, com os jogos dos sentimentos forjados nas tempestades da vida quotidiana, designadamente da mulher.
    Em todos os contos de Luisa Ataíde há uma poética que joga incessantemente com as entrelinhas da arte da escrita. Com a ingenuidade lúdica com que cobre a literatura, Luisa Ataíde inscreve-se na mais alta ficção de Língua portuguesa.
     A sua sabedoria descobre-se a cada frase. O seu domínio da palavra  traça-lhe um lugar de destaque na arte de construir novos edifícios na ficção. Com um sentido da arte de escrever apurado, transmite o sonho como se fosse um devaneio que só tem verdadeiro sentido quando a conduz à escrita.
     A autora de «O Cometa Azul» ou de «Deixai Vir a Mim» revela a força da palavra a transfigurar-se em artista do conto. Aqui está Luisa Ataíde a escrever pequenos contos de encantar, como se cada um deles fosse uma vida inteira. Em cada um deles vive sempre o delírio da sua enorme criatividade literária.  Com a arte ao serviço da imaginação, arrisca as palavras como se pintasse uma pequena tela. Aqui a pintura que ela não tem também deixado de cultivar.
     Com as palavras, Luisa Ataíde desenha enredos labirínticos e solta deles um cântico poético. As palavras entrecruzam-se num discurso diegético de claro-escuro, em que emerge uma verdadeira teia teatral, como se fosse uma irrupção vulcânica de sentidos. A propósito, relevo uma PASSAGEM do conto intitulado «No coração de Bodhisattva Guan-Yin»: “O primeiro diagnóstico que recebemos era uma palavra feminina e grande”. Aqui vemos Luisa Ataíde correndo atrás das palavras como se elas fossem os únicos sinais ou os guias exclusivos de uma vida entrecortada por estranhas formas de vida.
     Em cada um dos seus belos contos somos confrontados com um mundo a tocar a simplicidade de uma chávena de café ou de um canto de ave ou, muito simplesmente, de um silêncio cortado pelo perfume do incenso.

Lisboa, 25 de Março de 2010
Teresa Ferrer Passos

segunda-feira, 13 de julho de 2015

ALICE E ANA



        
      Não havia dias claros para Alice. Enquanto os gatos subiam o telhado, ela riscava com o dedo o caminho das estrelas pequeninas do céu. As vezes,  um vento gordo e ruidoso  batia as janelas da casa e derramava para dentro do quarto as lágrimas da noite. A menina enfileirava os soldados prontos para guerra -  guerreiros armados até os dentes que atravessavam pântanos  e dunas para chegar ao campo de batalha. Eles sempre  cantavam durante o trajeto. Nenhum dos soldados em trajes de gala esperava encontrar os inimigos, sonhavam com bolos matinais e beijos de noiva e riam, talvez do ritmado eco dos passos nas pedras. Iam em frente.

          A menina trancava todas as pequenas  pedras no armário de roupas, pois eram parte de castelos e terraços, e tinham cheiro de jardim. Não havia brinquedos na casa, era uma infância nua de cores e sons. Era um quarto branco e grande, fundo e oco  como um baú de madeira e todas as centenas de camas ao lado estavam vazias, sempre.

          Naquela noite, Alice deixou aberta a janela e o sopro do vento fez tremer o apanhador de sonhos por três vezes. Este leve movimento a fez adormecer e mudar de casa. Era agora a casa de janelas e portas de desenhos sinuosos na madeira - alecrins dourados , longos e doces, ornamentavam a fachada. As portas e janelas só abriam por dentro. Além disso  o caminho estreito que subia até a entrada da casa não convidava as visitas. Quando a nova moradora viu-se dentro da casa, olhou o teto azul que movia-se passo a passo e seguiu com ele por corredores e escadas. Não sentiu nenhuma vontade de abrir nenhuma das portas, procurava um pequeno ruído, quase um canto. Colocava junto as portas o ouvido para aprisionar a música. Ela conhecia o som, ela conhecia os versos, ela os encontraria. Subiu o mais rápido que  e pôde e dobrou os passos a direita.  Viu o lastro luminoso que vinha. Era um cântico de infância nascia entrecortado por  tropeços de palavras, era a memória de alguém que fragmentava os versos. Era uma voz de criança.

           Abriu com força a última porta. A claridade a impediu de ver. Esperou um pouco. A menina de costa, voltou-se ligeiro e sorriu.

L.A