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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

DÉJÀ VU






Às vezes,  chegam-me refletidas das memórias;   fotografias

São nítidos lugares , cenas matinais , rostos e jardins.

Pontes em arcos, rio lento deslizando entre  eles.

Chegam-me em  flashes:  degraus de escadas e quintais.

Silencio e observo a fumaça das cores diluírem-se com as águas

do rio.

Em que lugar das lembranças escondem-se esses dias

Onde ficaram escritos, em que livros se perderam

Em que paredes  ocultas  amordaçaram-se  no corredor 

dos séculos, os fragmentos vitrais das vidas.


Luísa Ataíde

2 comentários:

Moacir Willmondes disse...

Bonita descrição revelaste das imagens dos espelhos postos dentro de ti.

Gostei muito.

Luísa Ataíde disse...

Seja sempre bem-vindo.
Luísa