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sábado, 20 de setembro de 2025
BRUXO OU ALQUIMISTA?
domingo, 2 de março de 2025
OS ESCRAVOS MULTILADOS DO CONGO
Eu nunca soube, na história do Humanidade, quem fora LEOPOLDO II da Bélgica e seu reinado de horror. Até que uma noite sonhei com um grande teatro. Eu adentrava ao teatro. Sentei-me em uma das poltronas vazias. No palco diversas pessoas em pé se preparavam para apresentar um coral. A canção começou. Era um canto lindo, arrepiante. Mas percebi ser um canto triste, um lamento. Admirei a beleza das vozes e a harmonia da canção. Eram todos negros, e vestiam-se de branco. As ventimentas pareciam lençois moldados aos corpos. Observei aos poucos que em alguns faltavam, dedos, as mãos, o antebraço... Todos tinham a falta de algum membro. Entendi a dor e o lamento. Eles cantavam pra mim e o canto era lindo. Era uma emoção estar ali e receber aquele presente.
Quando acordei fiquei impressionada com a imagem e fui pesquisar na internet se houve na história do mundo algum epsódio de tantos Escravos multilados . Sim, LEOPOLDO II da Bélgica criou um reino particular no Congo para explorar marfim, borracha e minerais riquíssimos. O hábito de amputar membros dos Escravizados que não atingiam metas, era visto com naturalidade e as maiores atrocidades contra crianças, jovens homens e mulheres foi cometido. A História Do Mundo não pode apagar esse Capítulo. Eu nunca ouvira falar, apenas depois do sonho. Gratidão aos Escravizados Do Congo pela belíssima apresentação. Eu era a única convidada ali, nunca esquecerei.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025
sexta-feira, 13 de outubro de 2023
quarta-feira, 31 de maio de 2023
DOANDO LIVRO AO MUSEU CASIMIRO DE ABREU- RJ
terça-feira, 21 de fevereiro de 2023
PAR OU ÍMPAR
quinta-feira, 12 de janeiro de 2023
quinta-feira, 1 de setembro de 2022
LÍTERAS
Quando por fim pousares à minha imagem
E fores o tom elástico de suas palavras
Decifro por vez a inexata lucidez desse seu respirar
Será mudo , exato e sem cor , este teu pouso
É imprescindível que assim seja...
L. A
sábado, 25 de junho de 2022
PARA UMA AMIGA que vai morar no CANADÁ
- O Apóstolo escreveu que há um tempo para todas as coisas debaixo do céu. Tempo de plantar, tempo de colher, tempo de rir, tempo de chorar de tanto rir.
- Eu e a Te, já choramos de rir de nós mesmas, lembrando o que escrevemos na linha da vida. Qual das duas esqueceu o carro com a porta escancarada no parque e saiu para caminhar tranquilamente? Qual das duas voltou para casa sem a cobertura do motor e não percebeu?
- Quem de nós na entrada de um local chique, de meia fina e salto alto por algum instante achou que estava no parque e fez alongamento com a maior naturalidade? Qual das duas mandou mensagem comprometedora para o grupo errado do wsaap e em outra vez fez um live ao vivo no facebook sem perceber?
- Os micos nos restaurantes são recíprocos e são tão king kong que é melhor não lembrar. E quando nos perdemos nas ruas de PARIS? Horas e horas dando a volta no mesmo quarteirão. - MONSIEUR, Òu est la Rue PARMENTIER? Costumamos achar que combinamos nos encontrar nessa vida, já na segunda metade dela, depois das tempestades da juventude e das turbulências da infância dos filhos. Esse encontro vem se repetindo desde a IDADE MÉDIA. E não se espantem, nossos vizinhos estavam conosco pois essa convivência intramuros vem desde os tempos feudais. Reginaldo, nosso porteiro, estava lá zelando por nós desde sempre. Conversas de Teresa e Luísa, quando tomam vinho.
- Com quem vou conversar sobre Cura Arturiana e Invasão Alienígena? Quem vai concordar comigo que tanto a esquerda como a direita sofrem da mesma hipnose sem filtro? Com quem vamos dividir as desventuras domésticas? Com quem vou falar sobre os MESTRES ASCENSOS e sobre Filosofia Quântica? E Que todos os bichos merecem o céu e que somos todos feitos do mesmo tecido divino? Paulo estava certo quando disse que há um tempo para todas as coisas debaixo do céu. Felizmente as distâncias estão encurtadas pela internet, e num click podemos ver e ouvir uma amiga do outro lado do planeta. Que tudo dê certo. Paciência se seus netos nascerem em MONTREAL, que você só coma feijoada de ano em ano e que nos visite apenas no Natal. Há um tempo para todas as coisas e vamos aprendendo a aceitar. Saudade da Tchurma. Já estamos inundados de Saudades Coletivas.
sexta-feira, 20 de março de 2020
OUTONO
Estamos tão absortos com o inimigo invisível que não nos lembramos que o velho outono chega. Um ventinho anunciando chuva tomba as folhas da palmeira em frente à varanda. Súbito lembro-me de Camilo, ao ouvir o riso sem sentido do filho sentado olhando a tarde.
''- Meu triste filho passas vagabundo , por entre um grande mar calmo, profundo, sem bússolas, sem norte e sem farol. Nem gosto nem paixão te altera a vida, eu choro sem remédio a luz perdida, bem mais feliz és tu que vês o sol''.
Ele persiste num diálogo sem respostas. Como entender as estações, as tardes, o tempo...
domingo, 17 de março de 2019
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
Ângela Ro Ro-Simples Carinho-
SIMPLES CARINHO
Amar e sofrer
Eu vou te dizer
Mas vou duvidar
Querendo ou não
O meu coração
Já quer se entregar
Não falta lembrança
Aviso, cobrança
Você vai por mim
Mas feito criança
Lá vou na esperança
Eu sou mesmo assim
Quem sabe até meu destino
Amor sem espinhos
Sou mel da sua boca, calor dos abraços
E tantos beijinhos
Se o sonho acabou
Não sei meu amor
Nem quero saber
Só sei que ontem à noite
Sorrindo acordada
Sonhei com você
Às vezes até na vida é melhor
Ficar bem sozinho
Pra gente sentir qual é o valor
De um simples carinho
Te sinto no ar
Na brisa do mar
Eu quero te ver
Pois ontem à noite
Sonhando acordada
Dormi com você
Abel Silva / João Donato
domingo, 11 de novembro de 2018
TEMPO NÃO LINEAR
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
A CASA DE SEIDE
Deparei-me com a fotografia na parede, a mesma fotografia que vira inexplicavelmente revelar-se gradualmente à minha frente um ano antes. Poucos na sala sabiam o que significava para mim adentrar àquela casa. A família que ali vivera no século XIX, dera-me por incumbência devolver a Portugal o pequeno livro , primeira edição de 1871 da escritora Ana Augusta Plácido - Herança de Lágrimas. Preferi entregá-lo em Lisboa, pois o Museu Casa de Camilo posuía um exemplar de primeira ediçaõ, embora em não bom estado, segundo o Museu. Percorrendo os corredores da casa, tive a mesma sensação de quem acorda depois de um grande temporal. Tudo estava calmo novamente. Seu Manoel Machado o motorista, ouvia intrigado a explicação da locutora itinerante sobre os acontecimentos de 150 anos antes. Ele nada conhecia, acho que nunca se importara com literatura portuguesa, ele mesmo chegou a esta conclusão. As minhas companheiras de viagem, às vezes me olhavam com interesse, enquanto observavam: mesas, cadeiras, objetos pessoais. Filmamos e fotografamos o que foi possível. Nunca saberemos exatamente minha relação com a História dos Plácidos/Castello Branco, mas com certeza eu os conheci, eu estive lá. Muito possivelmente fui um daqueles livreiros que indiferente aos tormentos financeiros da familia , regateou o valor de um Romance do Escritor. Necessário redimir. Descansa na minha estante um exemplar do primeiro livro da escritora - Luz Coado por ferros, 1863 com a foto de Anna Augusta Plácido, esposa de Camilo. Foto colada pela própria, que por um acaso, chegou-me às mãos. A Casa de Seide possui um biblioteca climatizada e provavelmente entregarei, sob tutela, este exemplar com a fotografia. E tudo volta ao seu lugar.
(O primeiro livro foi adquirio de um camelô na rua da Lapa no Rio de Janeiro, misturado a tantos outros, em frente a um casarão histórico em demolição. Havia mobiliários antigos, muita poeira e o livrinho no meio. O segundo, um livreiro colocou à venda e segundos depois passei e vi . Ele admirou-se pela venda automática. Era pra ser meu, disse a ele. )
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
OH, VIDA! OH, CÉUS!
Luiz Martins da Silva
Para a Contista Luisa Ataíde
Bom dia, como vai?
Eu chamo você,
Você vem de haicai.
Foi ontem, mesmo, há um ano.
Nós tínhamos mais 365 de existência
Para conversar, mas, nem parece
Sermos vizinhos de mar.
Imagine se fôssemos contar
Cada história guardada,
esperando depois do braseiro
Passarem os guardas da chuva.
Afinal, amigos têm outras fachadas
Além dessas de pronto-socorro.
Lugar de contador é na praça,
Mas, e se você não estiver lá?
Sabe aquela história de adulto
Que tem amiguinha imaginária.
Eu teimo com quem quiser,
Você existe de verdade.
Eu só fico irritado é quando pedem:
Então, mostra ela pra gente!
Mas, aí, é você que não está.
Eu justifico a sua falta
Ela foi buscar jasmim.
Eles: Ah, sei, alecrim.
E a vida segue, assim.
Volto ao monólogo.
Qualquer hora,você sai do seu lado prólogo
E vem logo sem ser foto, contar casos comigo.


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