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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

ASHRAM


LUIZ MARTINS DA SILVA
Aos que me têm ungido na amizade

Haverá para nós um lugar, com beleza,
Onde há a luz com que dos dias nos tingimos.
Ora, são ondas, de inquietas marés de lençóis,
Ora é o próprio linho manso, estendido sobre a mesa.


Haverá de ser, para nós, recato, límpida fonte;
Propriamente, diria, não afeita ao tempo e ao chão,
Mas, sobretudo, incensário de vapores e címbalos,
Quando nos elevamos desde sinceras devoções.


Um lugar, limiar, divisa entre o pé e o horizonte;
Entre o que somos e o que ainda nem em semente;
Ânsia de vir a ser, pois não há futuro sem uma ponte;
Pois que a sejamos no deleite do que unimos para sempre


2 comentários:

Rosangela disse...

Oi Lú!
Escolha de muito bom gosto!
"Ânsia de vir a ser, pois não há futuro sem uma ponte;" - essa parte é a que mais me tocou, em meu ponto de vista essas pontes são nossos alicerces, nossas origens e lógico nossas experiências vividas! Grande beijo!

Luísa Ataíde disse...

Oi, RÔ
eu estava aqui postando o texto e você entrou.
Saudades
bjs
LU